Na Austrália, o Holden Commodore VT é a décima geração dos Commodores. Projetado em 1997 para substituir a geração anterior do Commodore (VS), que também utilizava por base a estrutura do Omega A.
O Commodore VT foi desenvolvido pela Holden utilizando a mesma plataforma do Opel Omega B alemão. Mas possuía design diferenciado e teve sua suspensão dianteira simplificada, perdendo o braço de controle de convergência. A motorização era por conta do robusto Buick 3.8 de seis cilindros em V e comando no bloco (OHV), com 200 cavalos e 30kgfm de torque, aplicados ao câmbio automático 4L60-E de quatro velocidades. A transmissão e suspensão traseira de braços semi-arrastados era mantida similar ao do Omega A nacional, com poucas mudanças.
A segurança era aperfeiçoada, com o uso de airbags e barras de proteção nas portas.
Neste modelo, a General Motors demandou da Holden a produção do modelo em versões com a posição do motorista do lado direito e do lado esquerdo também, para viabilizar a comercialização globalizada do veículo.
Em 1999, a General Motors do Brasil deu início a importação do Omega diretamente da Austrália. A única versão oferecida seria a de sedã 4-portas. O modelo vendido no Brasil sob nome Chevrolet Omega CD era referente ao Holden Commodore VT australiano. Apesar da Holden produzir uma série de variações do Commodore, entre elas destacam-se as versões esportivas com motorizações V8, astation wagon e utilitários pick-up, a General Motors do Brasil dedicou-se a importar somente uma única versão sedan, a topo-de-linha com motor V6, este modelo 1999-2000 manteve o título de absoluto dado ao ômega A brasileiro.
Esta geração manteve-se com vários aprimoramentos até o ano de 2007, correspondentes aos modelos VX, VY e VZ lançados na Austrália pela Holden. A saber:
Em 2001, um leve retoque deu ao Omega faróis com um novo desenho e grade do radiador deixava de ser bipartida, com um aro cromado interligando os faróis. As grandes lanternas traseiras deixavam de ser unificadas através da tampa do portamalas da versão anterior, passando a serem apenas duas lanternas menores individuais em cada extremidade. Em reforço da segurança, o modelo ganhou um novo sistema de freios ABS Bosch versão 5.3, e passou a ser dotado de airbags laterais.
Em 2003, um trabalho de reestilização mais extenso renovou todo o desenho da carroceria e interior. Os projetistas da Holden adotaram um design com linhas mais angulares e retas. O painel era modernizado e com o console com elementos dispostos de formatos mais retangulares e simétricos.
Em 2005 o veículo passou a ser equipado com um novo propulsor, o moderno motor Alloytec 3.6 24V de 254 cv e 35 kgfm de torque, com bloco e cabeçote de alumínio, com duplo comando de válvulas variáveis em ambos os cabeçotes (DOHC combinado ao VVT), coletor de admissão variável, virabrequim roletado e forjado, resfriamento dos pistões a jato de óleo, bielas forjadas, dois sensores de detonação, e ignição direta individualizada. A caixa de marchas também foi substituída pela 5L40-E automática sequencial de 5 velocidades. A segurança ativa tambem foi incrementada, com a inclusão do controle de estabilidade e de tração eletrônicos.
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